Maratonista Mais Rápido
O maratonista Haile Gebreselassie (Etiópia) já era detentor de múltiplos recordes em 2000 mas o seu feito mais marcante da década deu-se a 28 de Setembro de 2008, na 35.ª Maratona de Berlim. Haile, já tinha estabelecido um tempo recorde no ano anterior, com 2 h 4 min e 26 seg na maratona de Berlim de 2007 e alinhou novamente esperando melhorar este incrível tempo. Uma lenda viva na sua Etiópia natal, Haile conquistou títulos nos 1 500 m, 3 000 m, 5 000 m, 10 000 m, Corta-Mato, Meias-Maratonas e ganhou duas medalhas de ouro olímpicas nos 10 000 m em 1996 e 2000. Depois de ter participado nos Jogos Olímpicos de Pequim de 2008, estava completamente preparado para o que iria ser a maratona mais rápida da História. Arrancou rapidamente e após 5 km gerou-se a preocupação se não teria partido demasiado rápido mas, à medida que o passo abrandava ele ainda se mantinha num recorde mundial aos 20 km. Mais cedo no mesmo ano Haile tinha dito «Claro, é possível fazê-lo abaixo dos 2,04, mas tudo tem que ser perfeito.» Espantosamente, Gebreselassie cruzou a meta com 2 h 3 min e 59 seg – tinha de facto feito a corrida perfeita.
Mais Vitórias na Volta à França
Em 2003, cinco ciclistas tinham ganho a Volta à França cinco vezes e dois (o espanhol Miguel Indurain e o americano Lance Armstrong) conquistaram os títulos consecutivamente. No ano seguinte, Lance Armstrong preparava-se para o seu sexto recorde, mais uma vez enfrentando a dura competição do seu rival alemão, Jan Ullrich. Jan tinha beneficiado da ausência de Lance na volta de 1997 enquanto o americano lutava contra um cancro testicular. Na realidade, Jan conquistou a corrida de 1997. Mas, mostrando grande determinação, Armstrong voltou à competição desta vez para ganhar o evento de 1999, a sua primeira participação na Volta desde que se tinha retirado em 1996. Dominou a corrida, arrebatando cinco vitórias consecutivas. Seria possível conquistar a sexta? Era ela o favorito da Volta em 2004 e iniciou-a enfaticamente ao acabar em segundo lugar na etapa de abertura 15 segundos à frente de Ullrich. Após nove etapas, Armstrong estava sem sexto lugar, ainda à frente de Ullrich mas ainda a dez minutos do surpteendido líder, o jovem francês Thomas Voeckler. Armstrong empenhou-se ultrapassando a liderança de Voeckler, conquistando a 15.ª etapa num apertado sprint final reconquistando a camisola amarela que distingue o vencedor da corrida. Manteve-a até aos Champs-Elysées e entrou por Paris reclamando o seu sexto título recorde, declarando: «Adoro a Volta à França, é a minha companheira.» No ano seguinte, Lance Armstrong conquistou o seu sétimo título. No final da corrida anunciou que se ia retirar do ciclismo, abandonando o desporto no seu auge.
100 m Mais Rápidos
Em 2008, Usain Bolt (Jamaica) atingiu um estatuto de recordista quando se tornou não só no primeiro homem a conquistar o ouro olímpico em todas as três disciplinas de sprint desta década, como também se tornou no primeiro homem da História a estabelecer um recorde do mundo em cada evento, confirmando a sua posição como o homem mais rápido do mundo. A sua preparação para a final dos 100 m olímpicos foi extraordinária. O sprinter declarou infamemente: «Acordo por volta da 11 h da manhã vejo alguma televisão e como uns nuggets... Depois como mais uns nuggets e vou para a pista.» Os invulgares hábitos alimentares de Bolt não tiveram nenhum efeito nocivo na sua capacidade de corrida enquanto que a sua moldura de 1,93 m acelerava todo o campo em 9,69 segundos. Quatro dias mais tarde conseguiu bater o recorde de 12 anos de Michael Johnson nos 200m, por apenas dois centésimos de segundo, acabando em 19,30 seg. Com apenas 21 anos de idade na época, Bolt não se ficou por ali, correndo a terceira etapa do sprint dos 4x100 metros estafetas para conquistar a terceira medalha de ouro na pista de Pequim e um terceiro recorde do mundo com um tempo de equipa de 37,10 segundos. O fenómeno jamaicano faz jus à sua alcunha – o «Relâmpago» Bolt iluminou a década.
Mais Ouro nuns Jogos Olímpicos
As expectativas do nadador Michael Phelps (EUA ) eram grandes nos Jogos Olímpicos de Pequim. Todos antecipavam que a «Bala de Baltimore» conquistaria múltiplas medalhas, mas seria possível levar para casa oito ouros? Michael atingiu a vitória nos 400 m estilos individuais, estabelecendo um novo recorde do mundo com um tempo de 4 min e 3,84 seg e, com a sua equipa, também conseguiu a vitória dos 4 x 100 m estafetas. A caça de Michael pela oito medalhas ainda estava viva! No dia seguinte, na final dos 200 m estilos liderou a prova do início ao fim estabelecendo um novo recorde do mundo 2,5 segundos mais rápido do que o que deteve em 2004. A 15 de Agosto já tinha dobrado as suas medalhas de ouro para seis com as adicionais vitórias e recordes mundiais nos 200 m mariposa, 4 x 200 m estilos estafetas e 200 m livres individuais. A 16 de Agosto, o americano de 23 anos enfrentou uma dura competição na final dos 100 m mariposa. A corrida foi renhida e à medida que o nadador servo Milorad Čavić deslizava para a meta, Michael teve de dar uma meia braçada fortíssima para tocar em primeiro lugar na parede. Ninguém sabia quem tinha ganho até que o resultado foi exibido no gigantesco ecrã do Water Cube – Michael tinha conseguido a vitória pela menor margem possível, 1/100.º do segundo. A oitava e última prova de Michael foram os 4 x 100 m estilos onde estabeleceu outro recorde do mundo. Antes dos Jogos Olímpicos ele declarou: «Não vou dizer nada. Vou apenas fazer o que me propus fazer. Não digo nada sobre bater algum recorde.» Sete recordes do mundo e oito medalhas de ouro mais tarde Michael deixou que a sua natação falasse por ele.
Mais Vitórias em Opens de Ténis
Roger Federer (Suíça) deixou pela primeira vez a sua marca no ténis mundial desta década nos Campeonatos de Wimbledon de 2001, onde derrotou Pete Sampras (EUA ) sete vezes campeão para atingir os quartos de final. Em 2003 conquistou o seu primeiro título de Grand Slam quando bateu Mark Philippoussis (Austrália) na final de Wimbledon. No Outono desse ano, Federer apresentava uma forma física incrível, nunca antes vista nos 35 anos da história da era Open. Federer começou em Viena, onde defendeu com sucesso o seu Troféu CA com uma convincente vitória sobre o número um mundial Carlos Moya (Espanha). A seguir foi em Houston para a final da época da Masters Cup onde esmagou o americano Andre Agassi por 6-3, 6-0, 6-4 acabando o ano em grande. Em 2004, Federer começou por conquistar o seu segundo título no Grand Slam, o Open da Austrália em Janeiro, significando que em Fevereiro de 2004, estava no topo do ranking mundial. Federer conquistou mais quatro finais antes de chegar à final de Wimbledon pelo segundo ano consecutivo. Perdeu o primeiro set contra Andy Roddick (EUA ) mas recuperou ganhando em quatro sets. Mais tarde nesse ano, conquistou o Open dos EU com 6-0, 7-6, 6-0 sobre Leyton Hewitt (EUA). Ninguém tinha conseguido bater Federer nas 11 finais de 2004 e a tendência manteve-se em 2005. Federer conquistou mais uma vez Wimbledon e o Open dos EU juntamente com mais nove finais, culminando no Open da Tailândia com uma série de vitórias nos sets sobre Andy Murray (RU). A sua 25.ª vitória consecutiva escapou-lhe quando perdeu para o argentino David Nalbandian na Masters Cup, mas com os seus 24 títulos tinha dobrado o anterior recorde do sueco Bjorn Borg e do britânico John McEnroe. Federer também permaneceria no número um do ranking até 7 de Julho de 2008, 231 semanas seguidas, o maior tempo consecutivo de permanência em número um no ranking do ténis mundial.
Primeira Época Sem Derrotas de uma Equipa da NFL
A NFL aumentou a época para 16 jogos pela primeira vez em 1978 e em 30 anos nenhuma equipa conseguiu um recorde de 16-0. O anterior recorde de ausência de derrotas fora estabelecido pelos Miami Dolphins que, em 1972, tiveram 14-0 quando o desporto possuía uma época mais pequena. Em 2007, os tricampeões da Super Bowl, os New England Patriots, treinados por Bill Belichick e inspirados pelo seu quarterback Tom Brady, embarcaram numa demanda que é o sonho de todos os franchises. Houve um susto na 12.ª semana quando os Patriots enfrentaram os Baltimore Ravens. Um touchdown logo no início do 4.º quarto concedeu uma vantagem de 24-17 aos Ravens. Um golo de campo não era o suficiente e a um minuto do fim os Patriots ainda rastejavam. Foi preciso um passe de touchdown de oito jardas de Brady a escassos 55 segundos do fim para voltar a conceder a liderança aos New England. O jogo final da época foi contra os New York Giants e também constituiu uma batalha incrivelmente cerrada com os New England cinco pontos abaixo no quarto final. Foi necessário um passe de touchdown de 65 jardas de Brady para Randy Moss e uma corrida de cinco jardas de Laurence Maroney para selar a vitória. Os Patriots só não tiveram uma época perfeita quando deixaram escapar a Bowl XLII, perdendo ironicamente contra os New York Giants.
Futebolista Mais Caro
Quando Florentino Perez (Espanha) assumiu a presidência do Real Madrid em 2000 jurou trazer os melhores jogadores do mundo para o Santiago Bernabeu a qualquer custo. Em 2001, o francês Zinedine Zidane estava no auge da sua potência. Tinha capitaneado a França à primeira vitória da nação no Campeonato do Mundo tendo uma grande influência na final, marcando dois golos. Também foi considerado o Jogador Mundial do Ano pela FIFA em 1998 e 2000. Em 2001, Perez pagou 13 mil milhões de pesetas por Zidane, discutivelmente o melhor jogador da sua geração e a segunda superestrela que o treinador trouxe para o clube. A transferência recorde anterior tinha sido de 9,9 mil milhões de pesetas por Luís Figo (Portugal). O jogador francês deu o seu melhor para compensar a transferência na sua primeira época, quando marcou um golo espectacular com o pé esquerdo contra o Bayer Leverkusen, conquistando a Liga dos Campeões. Zidane ficou mais quatro épocas acrescentando o título La Liga e duas Super taças espanholas à sua lista de honras. O debate acerca do melhor jogador de futebol da história continuará indefinidamente mas até que Cristiano Ronaldo complete a sua planeada mudança para o Real Madrid Zidane permanece o futebolista mais caro de sempre.
Menor Pontuação Abaixo do Par num Campeonato
Tiger Woods (EUA) concedeu-nos muito momentos memoráveis durante a sua carreira que iniciou em 1978. Com apenas dois anos já praticava putting com Bob Hope no programa de Mike Douglas. Na alvorada da década Tiger já tinha feito carreira no desporto mas foi apenas em 2000 que demonstrou verdadeiramente a sua mestria no jogo, fazendo com que o histórico percurso de St Andrews parecesse fácil. O campeonato Open estava no seu 140.º ano e poderiam passar mais 140 anos antes que se pudesse testemunhar uma pontuação de 19 abaixo do par. Tiger arrancou no primeiro dia com um clima ameno e ensolarado e acabou com um impressionante 67 (5 abaixo do par), um lançamento a menos que o líder sul africano Ernie Els. No dia seguinte Tiger melhorou ainda acabando a 66 e em primeiro lugar. Nos dois últimos dias Tiger produziu um sensacional recorde de golfe – 67 seguido de uma ronda final de 69. Acabou os oito lançamentos à frente dos seus rivais mais próximos, mas francamente nunca tiveram a menor hipótese já que Tiger demonstrou sempre o seu domínio ao longo do percurso.
Mais Golos de Três-Pontos numa Carreira na NBA
O basquetebolista americano Reggie Miller iniciou a sua carreira com os Indiana Pacers em 1987 depois de ter sido a 11.ª escolha na primeira ronda. Os Pacers vieram a qualificar-se para os playoffs com 15 out nos 18 anos que Miller esteve na equipa, conquistando a divisão central quatro vezes. Foi a precisão de Miller por trás da linha dos três pontos e o seu costume de fazer três pontos quando eram necessários que o fizeram destacar-se. Nas meias-finais da Eastern Conference de 1995 contra os New York Knicks (que tinham derrotado os Pacers no ano anterior), que Miller fez o seu marco quando conquistou efectivamente o seu primeiro jogo pontuando oito pontos nos mesmos segundos, voltando a marcar três pontos para empatar o jogo por 105-105 antes de o conquistar com dois lançamentos livres. Mas foi só em 2000 que Miller teve a sua melhor pós-época, marcando 527 pontos e 58 golos três pontos. Na época seguinte, Miller marcou mais 170 golos de três pontos ultrapassando o recorde de carreira de Dale Ellis com 1 719 golos de três pontos. Miller continuou a marcar mais de 100 golos de três pontos por época, até que se reformou em 2005 totalizando um recorde de 2 560 golos de três pontos no decurso da sua carreira, um recorde que será difícil bater.
Mais Medalhas nos X Games
Os primeiros X Games de Verão (na altura denominados Extreme games) começaram em 1995 e não constituiu surpresa que a lenda do skateboard Tony Hawk demonstrasse a sua mestria em Vert ao recolher uma medalha de ouro na competição inaugural. Em 1999, levava a sua virtuosidade em Vert a novas alturas, executando o primeiro 900 na história da competição, rodando a prancha 2,5 vezes no ar antes de aterrar no chão. Tony conquistou a última das suas 16 medalhas dos X Games nos jogos de 2003, quando atingiu os píncaros da competição do Best Vert Trick, aterrando num a 900 pela terceira vez no evento. Na altura em que se retirou da competição dos X Games, Tony tinha recolhido um total de 16 medalhas, seis em competições duplas de Vert com o seu companheiro americano Andy MacDonald. Andy veio a igualar o recorde do seu antigo companheiro em 2005, quando conquistou o bronze na competição de Big Air. Durante muito anos as honras permaneceram empatadas até que nos X Games 14 Andy conseguiu conquistar a sua 17.ª medalha, a prata nas Finais de Super Park permitindo-lhe ficar com o antigo recorde só para si.